quinta-feira, 12 de abril de 2018

(Os Dias da Terra #4) 21.Abr no CIM - Está Tudo Ligado!

OS DIAS DA TERRA iniciaram no sábado 27 de janeiro, no CIM (Centro de Interpretação de Monsanto), bem no coração do Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa.

Partindo de uma ideia de Álvaro Fonseca, a que se junta a FAREDUCA e a CML (e vários parceiros), propomo-nos respirar o verde, comungando deste ciclo formativo e vivencial (certificado pelas entidades organizadoras) dedicado ao bem-estar e à sustentabilidade - e dirigido aos colaboradores e públicos das entidades envolvidas, profissionais das diferentes áreas e público geral/ famílias, com propostas para todas as faixas etárias.

Manhã de conversa para jovens e adultos e oficina para crianças, almoço de convívio entre todos, tarde de 'networking' (para o EARTHfest'2018) e fruição em bem-estar (com uma aula 'Yoga, Vida e Natureza' para crianças e adultos, com a FPY), eis uma proposta irrecusável para um dia em cheio (e em comunidade), gratuita mas de inscrição obrigatória.
 
  

Dia #3
Está Tudo Ligado!

PROGRAMA:

10h - Receção dos participantes

10h30 - Conversa participativa “Está tudo ligado!” para jovens e adultos
Com Álvaro Fonseca e Rita Fouto

10h30 - Oficina Criativa "Está tudo ligado!" para crianças dos 6 aos 12 anos
Oficina de co-criação de performance com proposta de leitura, interpretação e dança/ movimento.
Com Patrícia Herdeiro


12h30 - Momento coletivo
Apresentação da proposta teatral co-criada pelas crianças na oficina criativa.
 
13h30 - Almoço Vegetariano
Opcional, inscrição obrigatória.
Menu e custo a divulgar no blog do EARTHFest'2018. 
 
Atividades da tarde:
 
15h30 - Aula de Yoga com a Federação Portuguesa de Yoga
Aula para adultos e aula para crianças.
 
Outras atividades integradas na programação do EARTHfest'2018
consulte o programa aqui.




Balanço e pedido de comentários:

O 4º Dia da Terra decorreu na manhã de 21 de Abril, no CIM, integrado na programação do EARTHfest’2018 e com as seguintes atividades:

- Conversa Participativa a partir do tema ‘Está tudo ligado!’, que contou com cinco participantes, além dos facilitadores (Álvaro Fonseca e Rita Fouto);

- Oficina Criativa ‘Está tudo ligado!’, que a partir desta frase-chave criou uma 'performance' sobre a água, explorando-a enquanto elemento de ligação entre todos os ambientes naturais do planeta; e que contou com duas crianças participantes, para além da facilitadora (Patrícia Herdeiro);

- Momento Coletivo de apresentação (aos adultos) da performance co-criada pelas crianças e pela facilitadora.

Síntese da Conversa Participativa:
A conversa participativa teve por base o visionamento e discussão de duas curtas metragens (produzidas pelo projecto ‘Sustainable Human’) sobre as consequências da reintrodução dos lobos no parque nacional do Yellowstone nos EUA e sobre o impacto das baleias no clima:

‘How wolves change rivers’:
 

‘How whales change climate’:



Após os visionamentos, foram comentados alguns dos aspetos que caracterizam as interdependências entre todos os componentes dos sistemas vivos, numa tentativa de compreender os equilíbrios dinâmicos e frágeis que têm sido postos em causa por algumas atividades humanas, mas que podem ser recuperados pela sua intervenção.
 
Foi destacada a imprevisibilidade da cadeia de interacções dos ecossistemas e a criatividade inerente às dinâmicas ecológicas, que geram mudanças que podem exceder as expectativas - e que devemos estar preparados para nos deixar surpreender, desde que se cumpram as condições essenciais de recuperação dos sistemas intervencionados.
 
 
Os participantes da #4 Conversa Participativa d'Os Dias da Terra, com o tema 'Está Tudo Ligado!'
 
Foi realçada a importância do tempo na aquisição de conhecimento mais aprofundado, que é indispensável para informar as ações a tomar, mas foi igualmente notado que a teoria de sistemas sugere que existem ‘ponto de alavancagem’ que permitem simplificar as intervenções a realizar.
 
Foram constatadas as contradições entre as prioridades económicas, que influenciam as tomadas de decisão políticas e os argumentos de natureza ecológica. Uma mudança de paradigma passará pela inclusão de valores e objetivos ligados à protecção dos recursos naturais na decisão política e pela reavaliação das necessidades e dos bens comuns pelas sociedades.
Estímulos documentais no centro da roda, sugeridas pelo facilitador da conversa, Álvaro Fonseca
 
Tal como na sessão anterior, constatou-se a dificuldade em conseguir tomar decisões e ter uma posição definitiva em questões de grande complexidade e delicadeza, mas concordou-se em que a melhor abordagem será partir do conhecimento existente, ainda que incompleto, para introduzir pequenas mudanças e ir ajustando as intervenções posteriores a partir duma observação demorada e abrangente da evolução dos sistemas. 
 
Síntese da Oficina Criativa:
 
A Oficina Criativa contou com dois participantes, o que tornou toda a dinâmica mais intimista e pessoal. A oficina realizou-se no auditório do CIM, o qual foi decorado com elementos das oficinas anteriores, enriquecendo cenicamente o espaço e convocando a dimensão da memória e afetividade das produções artísticas das crianças que até então participaram nas três oficinas realizadas.
 
A orientadora da oficina propôs o tema da água como base de uma (também) conversa e exploração física, vocal e imagética deste 'elemento ligante' no planeta e seus habitantes.
 
A performance criada foi apresentada como história, narrada pela orientadora e interpretada pelas crianças.
 
As crianças e a orientadora da oficina, descontraídos no final da apresentação
 
 
Balanço pela organização:

Nesta 4ª sessão d'Os Dias da Terra participaram 6 adultos e 2 crianças - e uma equipa de 4 colaboradores voluntários. Os donativos foram diluídos no total de donativos do festival, os quais totalizaram 120 euros, tendo sido alocados a esta atividade (para cobertura de custos de produção), 24 euros.

Quanto a nós, o balanço desta 3ª sessão perpassa alguma surpresa no reduzido número de participantes, não só face ao número de pré-inscritos como à dimensão maior do festival (mas, de facto, sábado teve uma manhã chuvosa que 'retraiu' o público de vir até ao CIM). Todavia, relativamente ao tema da sessão e 'inputs' da conversa, registou-se uma enorme envolvência e qualidade de perspetivas alocadas pelos participantes.
 
 
Pedido de comentários:
 
De forma a enriquecer este balanço, agradecíamos agora que nos fizessem chegar as vossas opiniões, ideias, sentimentos, respondendo aos tópicos que vos fizerem sentido (usando a secção de comentários no final do post):
  1. Aspectos positivos:
  2. Aspectos que podiam ser melhorados:
  3. Escolha dos textos:
  4. Tema da oficina:
  5. Comentários adicionais e/ou sugestões:
Estas respostas são importantes para o nosso balanço final e planeamento das próximas sessões deste ciclo.
 
Gratos pela vossa participação,
Nos caminhos da transformação,
 
Álvaro Fonseca, Rita Fouto e Cláudia Freches 
 

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O CICLO:
Saiba mais sobre este ciclo, como e porque surgiu, quais os objetivos, balanços das sessões anteriores e datas e temas das próximas sessões, aqui.
 

(Comunidade #4) 14.Abr na Finca Equilibrium, em Pegões

 
INFORMAÇÕES GERAIS:
O 4º encontro de partilha e(m) comunidade é já no próximo sábado 14 de abril e realizar-se-á na Finca Equilibrium, em Pegões, Montijo.
 
Neste dia, iremos realizar uma manhã de trabalho-aprendizagem, observando a evolução do projeto de permacultura e agroecologia em horta e floresta, que o João Gonçalves e a Mónica Barbosa iniciaram, pela Ecotrabalho, há um ano - e colaborando, com o nosso trabalho voluntário, no que for preciso.
 
PROGRAMA:
9:00 - Chegada, Chá de Boas-Vindas
9:30 - Passeio-Visita e Distribuição do Trabalho (Local, Tarefas, Instruções, Ferramentas)
13:30 - Pic-Nic partilhado com os contributos de todos
15:00 - Conversa sobre 'Comunidade'
18:00 - Fim/ Chá de Despedida

LOCALIZAÇÃO:
A Finca Equilibrium localiza-se entre a Localidade de Faias e Aldeia Nova da Aroeira, Freguesia de Poceirão - Município de Palmela (+/- 50 Km de Lisboa)

Coordenadas GPS:
38°43'0.43"N
8°45'22.89"W

Mapa Google:
https://www.google.pt/maps/place/Finca+Equilibrium/@38.717013,-8.7586437,17z/data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0xd1914722b3e7a1f:0x764ccde5db0f6d8!8m2!3d38.717013!4d-8.756455
Explicação "à antiga":
Na N4, depois das Bombas da Repsol (que estão à nossa direita), entra-se na localidade de Faias (vê-se uma placa). No 1º cruzamento vira-se para a esquerda, depois, segue-se sempre em frente. A Finca fica na 3ª ou 4ª estrada de terra batida (Rua Augusto Pinelas). Finalmente, ao fim da rua (antes dos eucaliptos), vira-se à direita, há uma caravana verde velha estacionada... Chegaram!
 
 
Inscrições/ Confirmações de Presença na página facebook do evento - aceite o convite/ confirme a sua presença!
 
Recomendamos vivamente a todos a participação nesta iniciativa, como excelente forma de, em família, entre amigos e em comunidade, ajudar, aprender, conhecer novos locais e pessoas, conversar/ discutir/ refletir em conjunto e lançar as bases deste nosso 'espaço' em Comunidade :)
 

(Comunidade #3) Como foi

 
 
O 3º encontro de partilha e(m) comunidade realizou-se no sábado 17 de março, no espaço da SerVivo, em Vale de Barris, Palmela.
 
Devido à chuva, a manhã de trabalho-aprendizagem realizou-se em espaço interior, com identificação e acondicionamento de plantas e sementes e acompanhamento das atividades das crianças. Ainda assim, foi possível uma rápida olhadela à horta de permacultura da SerVivo.
 
A SerVivo é uma comunidade de trabalho e a sua equipa não reside no espaço, embora haja residentes temporários que incluem os que estão a colaborar, a visitar - e entre estes conhecemos o Brynn, um viajante que anualmente traça a sua rota de passeio entre comunidades.
 
O almoço foi confecionado em pequeno grupo, com os contributos de todos. Estava delicioso e juntou cerca de 15 pessoas.
 
Na tarde, reunimo-nos no salão para conversar sobre "o que é isto de ser (e viver) em comunidade". Foi feita uma síntese dos contributos e reflexão do 'Comunidade' de janeiro e fevereiro; a SerVivo apresentou-se nos seus antecedentes e fundadores, valores e princípios, visão, prática e caminho percorrido; falou-se ainda de outras comunidades, como Tamera - e a próxima 'Comunidade 108' -, de expectativas e de comuns e diferenças.
 
Reforçámos a nossa convicção de que a visão, o objetivo de uma comunidade é a charneira do seu desenvolvimento. O sonho, que (e muito naturalmente) é sempre acalentado em nascente por alguém (uma só pessoa, casal ou pequeno grupo) - e depois ampliado, desmultiplicado, acelerado, nas múltiplas perspetivas e contributos dos demais que se vão juntando (e criando o grande grupo).
 
Ficámos com uma mais clara percepção de que existem:
- Comunidades de Vida
- Comunidades de Trabalho
- Comunidades de Aprendizagem
 
Todas elas podem coexistir na mesma, mas por vezes os projetos só abarcam uma destas dimensões.
Ficámos também ainda mais convictos de que uma 'comunidade' é um projeto coletivo que se propõe ao desenvolvimento pessoal de cada indivíduo que dela faz parte (ou que a integra por um determinado tempo), aí ancorando uma visão transformadora que oferece ao mundo e que se expressa na prática das suas 'formas' de vida, educação e trabalho.
 
 
 
 


EARTHfest'2018 - Semana de Experiências Formativas e Vivenciais

 
O EARTHfest'2018 começa este ano mais cedo, com 8 dias de atividades que constituem experiências formativas e vivenciais muito enriquecedoras no âmbito do tema do festival.
 
... e porque os caminhos servem para isso mesmo: para caminhar...
 
Uma semana transformadora da forma de cada um se sentir, compreender e conectar, com os outros e com o mundo que nos rodeia; aos que lideram e fazem acontecer; aos que ensinam e aos que aprendem; aos que exercem as suas profissões nas várias áreas, científicas, artísticas, técnicas e educativas; ao público em geral e às famílias; a todos aqueles com vontade e disponibilidade para participar: usufruam!
 
Todas as atividades são gratuitas (podendo cada um contribuir para a sustentabilidade financeira do festival) e as inscrições/ confirmações de presença são obrigatórias. Mais informações aqui.
 
 

sexta-feira, 6 de abril de 2018

EARTHfest'2018 - 6ª Festa da Terra: Caminhos de Transformação

 
O EARTHfest'2018, 6ª Festa da Terra, acontece já nos dias 21 e 22 de abril, no Centro de Interpretação de Monsanto, em Lisboa.
 
Com o tema "Caminhos de Transformação", o Festival reforça e renova parcerias, amplia-se em atividades prévias, de extensão, em co-produção, ligadas e recomendadas - e afirma-se na convicção de que é preciso Estar e de que Juntos ressoamos a unidade: o nosso Planeta Terra.
 
Conversas, filmes e debates, espectáculos, concertos, oficinas, passeios e visitas, momentos de Estar em conexão, contemplação e meditação, expositores e mais - atividades para miúdos e graúdos, gratuitas e sob inscrição/ confirmação prévia.
 
Toda a informação disponível em www.earthfest2018.blogspot.pt.