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terça-feira, 12 de novembro de 2019

Eco Dharma


O 'Eco Dharma' ou 'Eco Budismo' (sendo que a palavra 'Dharma' é mais correta e por isso a utilizamos diretamente no título deste post - significando 'a realidade tal como ela é' em sânscrito e para os hindus e 'a via da liberdade' para os budistas) é, portanto, uma via de tomada de consciência e ação orientada para os valores ecologistas.

A nossa amiga Isabel Correia do UPAYA Ambiente volta a dar-nos uma preciosa ajuda no tema, reunindo um conjunto de referências para todos aqueles que tenham curiosidade, pretendam saber mais e/ou queiram enveredar por esta via do ativismo meditativo, sagrado, da compaixão, não violento, do coração. Há muitos nomes... E uma mesma direção.

Os tempos exortam-nos a agir; todavia, a nossa ação deve ser guiada por um profundo enraizamento interior: desde a nossa respiração à do cosmos (no mesmo espaço vazio, estamos todos ligados!); da escuta profunda à atenção plena e comunicação não violenta (no lidar delicado com a matéria e com aquilo que, verbalizado, se materializa, acedemos ao milagre e à criação); da consciência da 'ilusão da separação' à contemplação e maravilhamento da 'unicidade' (nos padrões, ciclos, retornos; e nos 'estremecimentos' do novo, nas mutações).

Enraizados, pois, centrados no eixo - e despertos - poderemos então avançar para a ação. Sem medos, sem dogmas, sem barreiras. Unidos e sencientes de que 'um outro mundo é possível' - e já está a acontecer. Somos aqueles de que estávamos à espera. Somos as gerações da transição. A casa está em chamas: quando a urgência é grande, vai-se mais devagar. O caminho faz-se caminhando. E nunca é tarde para chegar.



ECO DHARMA
Algumas Referências, por Isabel Correia (UPAYA Ambiente)
(nota: umas têm links, outras não, é para pesquisar em diferentes plataformas)


Ativismo:
  • Entrevista a dois monges de Plum Village com um XR activista (43') - Lição de Mindfulness para Activistas
  • Buddhists of XR - Trycicle magazine 
  • XR Budistas 
  • Dharma Action Network for Climate Engagement 
  • 'The Way Out' - No filme há uma mensagem de um monge de Plum Village sobre a Desobediência civil não violenta.


Desobediência Civil Não Violenta:
  • Mahatma Ghandi
  • Thich Nhat Hanh - Civil desobidience


Centros Budistas:


Cursos e Práticas:
  • Wake Up Earh - Plum Village (para jovens)
  • Work That Reconnects
  • Touching the Earth- Plum Village


Livros:


Artigos:


Música para inspirar = )
  • XR Music 'I am sorry my friends I didn't want to stop you...'



Créditos das imagens apresentadas neste post: 1ª imagem - Rita Fouto; 2ª imagem - Red Rebels Brigade, XR Extinction Rebellion

segunda-feira, 19 de março de 2018

Biblioteca de Literacia em Saúde

O Ministério da Saúde de Portugal disponibiliza a "Biblioteca de Literacia em Saúde". Esta plataforma de recursos tem como objetivo promover o acesso à informação sobre saúde, tornando as pessoas mais autónomas em relação à sua saúde e à saúde dos que as rodeiam.

Salientamos algumas publicações:

 
 
 
 
 
 
 Tudo isto e mais em:

 
 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Estado do Planeta 2017

 
Temos razões para nos preocupar - e muito - isso já sabemos. Mas quando vamos começar realmente a mudar as coisas?
 
(guião interativo do vídeo aqui)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

12 Razões para Preferir Biológico


Enviado por uma amiga, a Mónica Barbosa, partilhamos estas "12 Razões para Preferir Biológico", elencadas pela Ghassô (Supermercado Biológico).


Cliquem para ampliar, partilhem o link, divulguem - são todas mais do que boas razões para adotar os produtos biológicos e mudar as nossas escolhas, enquanto consumidores, em prol das pessoas e do Planeta.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

ENEA 2020







Aberto à participação pública até 14 de fevereiro. A FAREDUCA vai contribuir.

Participe, divulgue, consulte aqui.

A adoção de uma Estratégia Nacional para a Educação Ambiental é um desafio importante para o nosso futuro comum. A participação do público é essencial para que todos se envolvam e responsabilizem nas ações que a irão concretizar.






terça-feira, 22 de abril de 2014

Mensagem do Dia Mundial da Terra 2014

Mensagem da Organização das Nações Unidas no Dia Mundial da Terra 2014

"Todos os anos, no dia 22 de Abril, mais de um bilião de pessoas em 190 países participam em iniciativas pelo Dia Mundial da Terra: plantam árvores, limpam a sua comunidade, contactam os governos eleitos e muito mais - tudo em prol do ambiente.

Tal como nos anos anteriores, o Dia Mundial da Terra de 2014 centra-se nos desafios ambientais únicos da atualidade: à medida que as populações mundiais migram para as cidades e a problemática das alterações climáticas se torna cada vez mais evidente, a necessidade de criar comunidades sustentáveis revela-se mais importante do que nunca.

O Dia Mundial da Terra de 2014 assume, pois, como tema central o das "Cidades Verdes". Com investimentos inteligentes em tecnologias sustentáveis, políticas públicas de estratégia proativa e populações educadas e ativas, nós podemos transformar as nossas cidades e sedimentar um futuro sustentável. Nada é mais poderoso do que a ação coletiva de biliões de pessoas."

Fonte: http://www.un.org/en/events/motherearthday/ (tradução de Rita Fouto)
 

 
(Poster do Dia da Terra da Earth Day Network - www.earthday.org)

Partilhando desta visão e preocupações, a FAREDUCA deseja a todos um Dia da Terra com muita garra e muita ação... em prol do nosso Planeta!

E muito apropriadamente neste dia, voltamos a lembrar e partilhar a nossa canção mensagem, nas vozes das crianças, de e para todo o mundo:

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

KIT ENERGIA


Pretendendo contribuir para a educação ambiental para a sustentabilidade na área da energia, a FAREDUCA criou o KIT ENERGIA - Kit Lúdico-Pedagógico de Sensibilização para a Energia.
 
Criado com o apoio da OEINERGE, em três formatos de jogo para crianças e jovens do pré-escolar ao secundário, o kit foi testado com sucesso e é agora disponibilizado a escolas, municípios, agências de energia e ambiente e outros agentes educativos, interessados na sua aquisição e dinamização junto do público jovem.
 
Saiba mais sobre o KIT ENERGIA aqui.
 

segunda-feira, 30 de abril de 2012

a chama do coração (ou da "relutância em estudar")

 (ilustração de Pablo Mayer, fonte: http://braboscomics.com)


«... e contudo instruí-me, sem temores nem castigos, só com o prestar de atenção entre as carícias das amas, entre os gracejos dos que se riam e as alegrias dos que folgavam. Aprendi, sem a pressão correcional de instigadores, impelido só pelo meu coração desejoso de dar à luz os seus sentimentos...»

Assim escreveu Santo Agostinho nas suas "Confissões", reflexões autobiográficas compostas no ano de 397, em cujas primeiras páginas, incidindo na infância, confessa a sua "relutância em estudar".

Refletindo sobre a sua aversão à língua grega - que os mestres o obrigaram a aprender - e, por contrário, o gosto que cedo desenvolveu pela língua latina - que lhe chegou docemente na narrativa das epopeias homéricas - Santo Agostinho confessa: «repetir aquelas primeiras letras era para mim uma cantilena fastidiosa; pelo contrário, encantava-me o vão espetáculo dum cavalo feito de madeira e cheio de guerreiros, o incêndio de Tróia e até a sombra de Creusa!».

Volvidos 1615 anos, a "história" continua a mesma e a conclusão de Santo Agostinho mantém-se pertinente: «para aprender, é mais eficaz uma curiosidade espontânea do que um constrangimento ameaçador».

Saibamos todos, na nossa missão de educar e ensinar (não só as crianças, mas todo aquele que se predispõe a aprender) manter, bem alta e acesa, a chama do coração!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O livro é uma porta aberta ao mundo. E uma viagem por nós dentro.

O livro é uma porta aberta ao mundo.
E uma viagem por nós dentro.



Aprendi a relatividade do tempo aí, na leitura, entre caracteres, palavras e pontuações, ínfimos legos de tinta negra que os "construtores de mundos" arquitectavam para mim, para minha descoberta e gáudio pessoal.

Bastava assentar os olhos nas primeiras linhas para me sentir num comboio com viagem garantida rumo ao desconhecido.E tal como um comboio, que primeiro e lentamente se afasta da estação, permitindo-nos um olhar demorado e todas as despedidas, para depois ganhar embalo até atingir a velocidade de cruzeiro, eu pegava em cada novo livro com alguma languidez, para depois sentir, sob os meus dedos, o instalado ritmo de cada virar de página, de folha, de capítulo, prosseguindo avidamente, sempre mergulhada na história, até sentir um qualquer chamamento do real.

Marcava a página, despedia-me dos meus heróis e desprendia-me do livro levando a história na minha cabeça. Era como um segredo que só eu sabia, que só eu seguia, que esperava paciente para se me revelar de novo e mais. Para mim, a leitura, era um mistério, um milagre, algo infinitamente belo, tecido em convenção da mais simples e despojada: o livro.

Dispostos nas prateleiras do quarto, depois da casa paterna, das casas dos amigos, das bibliotecas e livrarias, os livros tomaram-me um tempo de eleição, ao longo do qual preferi viajar sem sair do lugar e imaginar, imaginar todos aqueles mundos silenciosos que animavam a minha cinemateca privada. E com os quais aprendi a conversar. E por via dos quais aprendi a refletir.

Lembro-me da fase em que o livro passou a ser um objecto mais operável (já me sentia mais segura para isso), em que entrava e saía do texto para pensar, citando trechos, escrevendo as minhas próprias ideias... Comecei a sublinhar, a classificar os livros e os autores, compreendendo-lhes as biografias, os contextos, as pretensões e "falhas", os "recadinhos" implícitos para destinatários particulares...

Finalmente elevei-lhe o estatuto, revi os livros dados e as dedicatórias impressas e assinadas, comecei a comprá-los também para oferta, sempre com dedicatória, claro. Erigi a minha própria biblioteca, encostando os livros como soldados de batalhões, diversos mas complementares, na grande guerra contra a ignorância, contra o esquecimento. Dispus-me a retomar livros já lidos, confirmando o seu pulsar: eles falavam-me de forma diferente a cada altura em que os lia, pois respondiam-me ao que então procurava!

Nunca parou de crescer a minha admiração e prazer pelos livros. Hoje, sou talvez mais selecta e menos ávida: longe vai o tempo da jovem leitora que comia livros varrendo colecções, autores, temas... A vida não me permite tanta liberdade. Vou lendo vários livros simultaneamente, escolhendo a companhia de acordo com o meu estado de espírito. Mas sei que precisarei sempre de ler para respirar bem, para viver.

Rita Fouto, 23 de Abril de 2012

terça-feira, 27 de março de 2012

GLOBAL YOUTH MUSIC CONTEST: votem nas "nossas" canções!


A FAREDUCA associa-se ao "GLOBAL YOUTH MUSIC CONTEST", apoiando duas canções a concurso:

- "Meu Planeta Azul" (FAREDUCA/ Projeto "Tera e a Carta da Terra", com música de Carlos Gutkin e letra de Rita Fouto, direção e arranjos de Yara Gutkin e interpretação do Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras & "Gutkin Band"), e

- "Longing" (com música e letra de Kent Queener e interpretação de Yara Gutkin & "Queener Band").


Esperamos que, em gostando, possam dar o vosso contributo, votando nestas canções e divulgando amplamente este nosso "apelo ao voto".


Está em jogo a participação destas canções no Concurso Português, promovido pela Tempus - Escola de Música com o apoio de várias entidades, bem como, posteriormente, no Concurso Europeu (a realizar na Áustria) e... bom... a presença da canção vencedora na Cimeira da Terra, em Junho, no Rio de Janeiro.

A FAREDUCA agradece desde já o apoio de todos!

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GLOBAL YOUTH MUSIC CONTEST
CIMEIRA DA TERRA | UNITED NATIONS WORLD SUMMIT ON SUSTAINABLE DEVELOPMENT | RIO+20
 
Links para votação:
 
As votações podem ser repetidas a cada 24 horas, por isso vote diariamente nestas canções,  até 30 de Abril (Concurso Nacional) e até 18 de Maio (Concurso Global) .


(pela presença da Música Portuguesa na Cimeira da Terra. pela divulgação de iniciativas artísticas, solidárias e colaborativas, em prol do ambiente e da sustentabilidade).

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Sir Ken Robinson_revolução na educação


Eis novamente Sir Ken Robinson, numa palestra verdadeiramente inspiradora, que aborda as questões da educação de forma lúcida e apaixonada. O que a escola fez e faz às nossas crianças. O velho paradigma da educação no esteio de um percurso linear e ininterrupto que já não é a realidade dos dias de hoje. O "modelo" educativo industrializado (standardizado) versus um modelo "manufacturado" (personalizado, à medida). Educar é menos formar (ou formatar) e mais plantar: plantamos, regamos, cuidamos, para ver crescer no seu máximo esplendor o potencial, o talento natural, de cada criança. E um claro aviso, com W.B. Yeats à mistura: cuidado ao pisar no tapete amoroso que as crianças nos estendem, pois são os seus sonhos que pisamos (Tread softly because you tread on my dreams).

Para aceder ao vídeo, clique na imagem ou aqui!

Para ler mais sobre Sir Ken Robinson, visite o site oficial aqui (nomeadamente o separador "read" com leituras recomendadas).

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A Carta da Terra em 3 passos!


No ano da Cimeira da Terra, a FAREDUCA e o projeto "TERA E A CARTA DA TERRA" lançam o desafio a todas as instituições do país - em especial às instituições educativas - de aderir à Carta da Terra.

Como? É muito simples:

1º Passo: ler a Carta da Terra
A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade planetária justa, sustentável e pacífica, no Século XXI. O documento procura inspirar em todos os povos um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade compartilhada pelo bem-estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É o resultado de um processo continuado, ao longo de uma década, de diálogo mundial e intercultural, sedimentado em objetivos comuns e valores compartilhados. Link para o documento, em português, aqui.


2º Passo: conhecer a Iniciativa da Carta da Terra
A Iniciativa da Carta da Terra é uma rede global de pessoas, organizações e instituições que participam na promoção e implementação dos valores e princípios da Carta da Terra. É uma rede extraordinariamente diversificada, cujo funcionamento é garantido pelo Secretariado Internacional da Carta da Terra e operado através de um portal que contém informação sobre a Carta da Terra, suas áreas de atuação e atividades nos vários países. Disponibiliza uma biblioteca digital de recursos e um canal de notícias sobre atividades e eventos a nível nacional, regional e internacional. Link para o site da Iniciativa da Carta da Terra aqui.

3º Passo: aderir à Carta da Terra
A adesão à Carta da Terra significa um compromisso com o espírito e os objectivos do documento. Traduz a intenção de utilizar a Carta da Terra de maneira adequada, adaptada à situação em causa. Veicula o compromisso de trabalho no sentido da operacionalização dos valores e princípios expressos no documento e uma disponibilidade para cooperar com outros neste esforço. Para as instituições educativas, um bom exemplo desta operacionalização é a integração da Carta da Terra nos seus projetos e programas educativos. Para as empresas e outras organizações, o documento pode ser utilizado para analisar as suas operações e modificar as suas actividades de modo a que reflictam melhor os princípios da Carta da Terra. Link para aderir à Carta da Terra aqui.

Simples, não é? Então agora... mãos à obra!







segunda-feira, 22 de agosto de 2011

regresso às aulas


Este cartoon serve-nos para lembrar, neste regresso às aulas, o desafio imenso de colocar, no topo da lista do "material escolar", o mais importante recurso de aprendizagem de todos os tempos... a cabeça!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Floresta em Poesia


A FAREDUCA esteve presente na cerimónia oficial das comemorações do Dia Mundial da Floresta, que se realizou hoje no Espaço Monsanto, em Lisboa.

Aproveitamos, pois, para dar conta de alguns dados curiosos... Com alguma poesia, já que hoje se comemorou também o Dia Mundial da Poesia!

Pulmão da Cidade,
Pulmão do País
Novecentos hectares
De um verde feliz...

Biodiversidade
Que vem da cidade:
Árvores, bichos, cogumelos
Entre os trilhos, podes vê-los!

Monsanto, floresta-modelo,
Bom exemplo a seguir:
Deu-nos tudo quanto tinha
Fizémo-la ressurgir!

No tempo que ouviste falar
Da revolução industrial
Cortaram-se as suas madeiras
Escavaram-se nela pedreiras
E a Serra ficou destapada
Nevava no cume... e mais nada!

Estava a 2ª Grande Guerra
Para estalar
E por cá se decidiu
O Monsanto replantar!

Uma viragem e tanto
Quando a malta percebeu
Que o grande valor da Floresta
Está no que ela tem de seu:

Junto ao solo há um rulhar
De bichos, fermentando a terra,
Nutrindo os grossos troncos
Dos limpadores da atmosfera.

Vista à distância
Parece um bróculo gigante!
Monsanto abraça a cidade
No seu manto aconchegante.


 (no início do Século XX, Monsanto era assim...)

 (até que se decidiu replantar a Floresta!)

  
 (todos ajudaram...)

 (e hoje, no primeiro dia de Primavera, Monsanto estava assim...)

(coisas ligadas...)