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quinta-feira, 14 de junho de 2018

(Os Dias da Terra #6) 23.Jun no CIM - Somos o Que Comemos



OS DIAS DA TERRA iniciaram no sábado 27 de janeiro, no CIM (Centro de Interpretação de Monsanto), bem no coração do Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa.
 
Partindo de uma ideia de Álvaro Fonseca, a que se junta a FAREDUCA e a CML (e vários parceiros), propomo-nos respirar o verde, comungando deste ciclo formativo e vivencial (certificado pelas entidades organizadoras) dedicado ao bem-estar e à sustentabilidade - e dirigido aos colaboradores e públicos das entidades envolvidas, profissionais das diferentes áreas e público geral/ famílias, com propostas para todas as faixas etárias.
Nesta 6ª sessão, teremos uma manhã dedicada aos alimentos, com uma conversa participativa para jovens e adultos e (simultânea) oficina criativa para crianças. Segue-se o almoço de convívio, partilhado com os contributos de todos e, pela tarde, uma sessão de 'networking' (balanço do EARTHfest' 2018 e planos para 2018-19) e, em horário simultâneo, a habitual aula 'Yoga, Vida e Natureza' para crianças e adultos, com a FPY).
 
Uma proposta para um dia em cheio (e em comunidade), gratuita mas de inscrição obrigatória.
 
  
Dia #6
Somos o que Comemos

PROGRAMA:

10h - Receção dos participantes

10h30 - Conversa Participativa “Somos o Que Comemos” para jovens e adultos
Conversa-Debate a partir de alimentos selecionados e perguntas sobre hábitos alimentares
Com Álvaro Fonseca e Rita Fouto

10h30 - Oficina Criativa "Comemoremos" para crianças dos 6 aos 12 anos
(Re)Conhecer os alimentos; alimentos para os olhos, o coração e a boca; preparação coletiva de um 'prato' para o almoço partilhado
Com Irene Altieri | Salsa em Festa

12h30 - Momento coletivo
Almoço de convívio e 'prato' feito pelas crianças na oficina.
 
 15h30 - Sessão de Networking:
Balanço do EARTHfest' 2018
Projeto CVERDE
Planos para 2018-19
(FAREDUCA & Parceiros)
Facilitação da Sessão por Rita Fouto | FAREDUCA
 
15h30 - Aula de Yoga com a Federação Portuguesa de Yoga
Aula para adultos e aula para crianças. 
 
Balanço:

A 6ª e última sessão do ciclo ‘Os Dias da Terra’ teve lugar no dia 23 Junho no Centro de Interpretação de Monsanto. A conversa teve a participação de 6 adultos, incluindo os facilitadores (Rita e Álvaro) e a convidada Ana Firmino (docente da FCSH/Nova).
 
(os facilitadores da conversa, poucos minutos antes do seu início)

Partimos da leitura dos ingredientes de alguns alimentos (gelado, croissant embalado e pão de forma) e do visionamento de dois vídeos: TED-talk ‘What’s wrong with our food system’ e excerto inicial da Grande Reportagem da SIC, ‘Somos o que comemos’ (ver ‘links’ mais abaixo).
 
Falámos sobre mudanças nos hábitos alimentares dos presentes, bem como dos problemas da produção industrial de alimentos, do controlo da distribuição e comercialização por grandes empresas e do ‘marketing’ alimentar. Terminámos com a leitura de uma citação de Wendell Berry (escritor e activista norteamericano):

“Comer com o máximo de prazer – um prazer que não deriva da ignorância – é talvez a manifestação mais profunda da nossa ligação ao mundo. Neste prazer experimentamos e celebramos a nossa dependência e a nossa gratidão, pois vivemos do mistério, de seres que não criámos e de forças que não conseguimos compreender.”

A oficina experiencial teve a participação de quatro crianças e jovens e foi facilitada pela Irene Altieri, que os desafiou a preparar uma salada para o almoço a partir de uma combinação de legumes e verduras frescos, aromáticas e frutos secos.
 
(momento final da oficina, com dois dos participantes e a facilitadora, Irene Altieri)

A sessão culminou com a apresentação da salada preparada na oficina e foi seguida pela fruição do almoço partilhado nas mesas de pic-nic no exterior do CIM, num convívio de celebração do fecho do ciclo de sessões.
 
 
Balanço pela organização:

A 6ª (e última) sessão d'Os Dias da Terra foi a menos participada, ficando a celebração do fecho deste ciclo aquém do que (idealmente) gostaríamos: que pudesse ter reunido os participantes de todas as sessões. 
 
Todavia, o momento de refeição conjunta foi bastante tranquilo, comunitário, saboroso e, por tudo isto, muito prazeroso, deixando-nos um sorriso e suspiro bom na despedida.
 
A organização fará agora o seu balanço final desta iniciativa, a partir da qual se poderá perspetivar a sua continuidade (ou não) em novo ciclo, a partir de setembro/ outubro.
 
Nesta sessão não houve donativos.
 
 
MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O CICLO:
Saiba mais sobre este ciclo, como e porque surgiu, quais os objetivos, balanços das sessões anteriores e datas e temas das próximas sessões, aqui.
 

quarta-feira, 23 de maio de 2018

(Os Dias da Terra #5) 26.Mai no CIM - Biodiversidade Deslumbrante

 
OS DIAS DA TERRA iniciaram no sábado 27 de janeiro, no CIM (Centro de Interpretação de Monsanto), bem no coração do Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa.
 
Partindo de uma ideia de Álvaro Fonseca, a que se junta a FAREDUCA e a CML (e vários parceiros), propomo-nos respirar o verde, comungando deste ciclo formativo e vivencial (certificado pelas entidades organizadoras) dedicado ao bem-estar e à sustentabilidade - e dirigido aos colaboradores e públicos das entidades envolvidas, profissionais das diferentes áreas e público geral/ famílias, com propostas para todas as faixas etárias. 

Nesta 5ª sessão, integrando a programação especial celebrativa do Dia Internacional da Biodiversidade, teremos uma manhã de conversa para jovens e adultos e (simultânea) oficina para crianças, almoço de convívio (partilhado com os contributos de todos) e tarde de fruição em bem-estar, com a inauguração da exposição de fotografia "Biodiversidade em Monsanto", de Mário Gomes; um passeio temático dedicado ao "Património Natural" de Monsanto e a habitual aula 'Yoga, Vida e Natureza' para crianças e adultos, com a FPY).
 
Uma proposta ainda mais irrecusável para um dia em cheio (e em comunidade), gratuita mas de inscrição obrigatória.
 
  

Dia #5
Biodiversidade Deslumbrante

PROGRAMA:

10h - Receção dos participantes

10h30 - Conversa participativa “Biodiversidade Deslumbrante” para jovens e adultos
Com Álvaro Fonseca e Nuno Luz

10h30 - Oficina Criativa "É para Te Ver Melhor" para crianças dos 6 aos 12 anos
Passeio de observação de plantas e animais e desenho à vista.
Com Patrícia Herdeiro e José Luís António


12h30 - Momento coletivo
Apresentação dos desenhos feitos pelas crianças na oficina criativa.
 
13h30 - Almoço Partilhado
Com os contributos de todos. Opcional mas solicita-se a confirmação para preparação do espaço. 
 
Atividades da tarde:
 
14h30 - Inauguração da Exposição "Biodiversidade em Monsanto", de Mário Gomes.
 
15h00 - Passeio Temático "Património Natural" em Monsanto
 
15h30 - Aula de Yoga com a Federação Portuguesa de Yoga
Aula para adultos e aula para crianças.
 
 
Balanço e pedido de comentários:

O 5º Dia da Terra decorreu na manhã de 26 de Maio de 2018, no Espaço Biodiversidade (EB) do Parque Florestal de Monsanto, junto ao CIM, no formato de conversa peripatética em que o tema da biodiversidade foi abordado ao longo de um percurso pelos caminhos do EB, que nos envolveu no seu manto de verdes de todos os matizes.
 
Participaram 9 adultos e 3 crianças/ jovens, para além dos facilitadores (Nuno Luz e Álvaro Fonseca).
 

 
A conversa foi alimentada com contribuições dos facilitadores, que falaram sobre a génese daquele espaço a partir da reflorestação da serra de Monsanto, no final dos anos 1930 e o progressivo processo de renaturalização, com o estabelecimento de espécies vegetais autóctones e o regresso de diversos animais.
 
À medida que observávamos as diferentes plantas dos extractos herbáceo, arbustivo e arbóreo, constatámos a importância do treino do olhar e da atenção para o reconhecimento e apreciação da biodiversidade e a importância do tempo e do ‘estar presente’ para observar/ escutar a variedade deslumbrante dos seres vivos.
 

 
A alusão aos exemplos dos líquenes (seres híbridos fungo & alga) e da associação das bactérias fixadoras de azoto com as plantas leguminosas, ajudou-nos na percepção da complexidade e na compreensão das interacções e interdependências como processo de sensibilização e de encantamento.
 
Foi-se tornando claro o ciclo virtuoso observar-conhecer-amar-cuidar que promove uma visão biocêntrica do mundo, caracterizada pela interdependência, a cooperação e a sustentabilidade, como contraponto à visão antropocêntrica dominante, caracterizada pela separação, dominação, hierarquização e mercadorização.
 

 
Surgiu, assim, mais uma vez, a constatação da relevância do conhecimento sensorial e racional na construção de uma (auto)consciência e visão de mundo que, por sua vez, poderá alimentar as atitudes de responsabilidade e cuidado indispensáveis para trilhar os caminhos da sustentabilidade.
 
O passeio culminou com a invocação das palavras sábias da naturalista norte-americana Rachel Carson, do seu livro ‘Maravilhar-se’ (‘The Sense of Wonder’), lidas na torre de observação do EB:
 
Para que uma criança mantenha vivo o seu sentido inato do que é maravilhoso (…) ela necessita da companhia de pelo menos um adulto com quem possa partilhá-lo, redescobrindo com ele a alegria, o entusiasmo e o mistério do mundo em que vivemos.


Balanço pela organização:

Nesta 5ª sessão d'Os Dias da Terra, adultos, jovens e crianças participaram conjuntamente do passeio-conversa proposto - naturalmente que os adultos detendo-se mais na conversa, enquanto os jovens e as crianças aproveitavam para explorar, interagir e brincar.
 
Um momento particularmente bonito (que as câmaras não captaram), foi o deleite das crianças em deitarem-se no tapete fofo de musgo do caminho do Espaço Biodiversidade e ali ficarem a olhar as copas das árvores, o céu... Aconteceu repetidamente e contagiou alguns dos adultos a fazer o mesmo. De facto, parece que as crianças sabem bem aproveitar o melhor que o momento tem para oferecer.
 
Quanto a nós, o balanço desta 5ª sessão foi muito positivo, no que de mais prazeroso trouxe a atividade proposta, misturando um passeio num lugar belo e mágico com uma conversa a trechos, bastante participada. No final, sentia-se o contágio de uma energia mais viva e vibrante em cada um de nós - e simultaneamente mais calma, de um cansaço revigorante e apaziguador.
 
Nesta sessão não houve donativos.
 
 
MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O CICLO:
Saiba mais sobre este ciclo, como e porque surgiu, quais os objetivos, balanços das sessões anteriores e datas e temas das próximas sessões, aqui.



quinta-feira, 12 de abril de 2018

(Os Dias da Terra #4) 21.Abr no CIM - Está Tudo Ligado!

OS DIAS DA TERRA iniciaram no sábado 27 de janeiro, no CIM (Centro de Interpretação de Monsanto), bem no coração do Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa.

Partindo de uma ideia de Álvaro Fonseca, a que se junta a FAREDUCA e a CML (e vários parceiros), propomo-nos respirar o verde, comungando deste ciclo formativo e vivencial (certificado pelas entidades organizadoras) dedicado ao bem-estar e à sustentabilidade - e dirigido aos colaboradores e públicos das entidades envolvidas, profissionais das diferentes áreas e público geral/ famílias, com propostas para todas as faixas etárias.

Manhã de conversa para jovens e adultos e oficina para crianças, almoço de convívio entre todos, tarde de 'networking' (para o EARTHfest'2018) e fruição em bem-estar (com uma aula 'Yoga, Vida e Natureza' para crianças e adultos, com a FPY), eis uma proposta irrecusável para um dia em cheio (e em comunidade), gratuita mas de inscrição obrigatória.
 
  

Dia #3
Está Tudo Ligado!

PROGRAMA:

10h - Receção dos participantes

10h30 - Conversa participativa “Está tudo ligado!” para jovens e adultos
Com Álvaro Fonseca e Rita Fouto

10h30 - Oficina Criativa "Está tudo ligado!" para crianças dos 6 aos 12 anos
Oficina de co-criação de performance com proposta de leitura, interpretação e dança/ movimento.
Com Patrícia Herdeiro


12h30 - Momento coletivo
Apresentação da proposta teatral co-criada pelas crianças na oficina criativa.
 
13h30 - Almoço Vegetariano
Opcional, inscrição obrigatória.
Menu e custo a divulgar no blog do EARTHFest'2018. 
 
Atividades da tarde:
 
15h30 - Aula de Yoga com a Federação Portuguesa de Yoga
Aula para adultos e aula para crianças.
 
Outras atividades integradas na programação do EARTHfest'2018
consulte o programa aqui.




Balanço e pedido de comentários:

O 4º Dia da Terra decorreu na manhã de 21 de Abril, no CIM, integrado na programação do EARTHfest’2018 e com as seguintes atividades:

- Conversa Participativa a partir do tema ‘Está tudo ligado!’, que contou com cinco participantes, além dos facilitadores (Álvaro Fonseca e Rita Fouto);

- Oficina Criativa ‘Está tudo ligado!’, que a partir desta frase-chave criou uma 'performance' sobre a água, explorando-a enquanto elemento de ligação entre todos os ambientes naturais do planeta; e que contou com duas crianças participantes, para além da facilitadora (Patrícia Herdeiro);

- Momento Coletivo de apresentação (aos adultos) da performance co-criada pelas crianças e pela facilitadora.

Síntese da Conversa Participativa:
A conversa participativa teve por base o visionamento e discussão de duas curtas metragens (produzidas pelo projecto ‘Sustainable Human’) sobre as consequências da reintrodução dos lobos no parque nacional do Yellowstone nos EUA e sobre o impacto das baleias no clima:

‘How wolves change rivers’:
 

‘How whales change climate’:



Após os visionamentos, foram comentados alguns dos aspetos que caracterizam as interdependências entre todos os componentes dos sistemas vivos, numa tentativa de compreender os equilíbrios dinâmicos e frágeis que têm sido postos em causa por algumas atividades humanas, mas que podem ser recuperados pela sua intervenção.
 
Foi destacada a imprevisibilidade da cadeia de interacções dos ecossistemas e a criatividade inerente às dinâmicas ecológicas, que geram mudanças que podem exceder as expectativas - e que devemos estar preparados para nos deixar surpreender, desde que se cumpram as condições essenciais de recuperação dos sistemas intervencionados.
 
 
Os participantes da #4 Conversa Participativa d'Os Dias da Terra, com o tema 'Está Tudo Ligado!'
 
Foi realçada a importância do tempo na aquisição de conhecimento mais aprofundado, que é indispensável para informar as ações a tomar, mas foi igualmente notado que a teoria de sistemas sugere que existem ‘ponto de alavancagem’ que permitem simplificar as intervenções a realizar.
 
Foram constatadas as contradições entre as prioridades económicas, que influenciam as tomadas de decisão políticas e os argumentos de natureza ecológica. Uma mudança de paradigma passará pela inclusão de valores e objetivos ligados à protecção dos recursos naturais na decisão política e pela reavaliação das necessidades e dos bens comuns pelas sociedades.
Estímulos documentais no centro da roda, sugeridas pelo facilitador da conversa, Álvaro Fonseca
 
Tal como na sessão anterior, constatou-se a dificuldade em conseguir tomar decisões e ter uma posição definitiva em questões de grande complexidade e delicadeza, mas concordou-se em que a melhor abordagem será partir do conhecimento existente, ainda que incompleto, para introduzir pequenas mudanças e ir ajustando as intervenções posteriores a partir duma observação demorada e abrangente da evolução dos sistemas. 
 
Síntese da Oficina Criativa:
 
A Oficina Criativa contou com dois participantes, o que tornou toda a dinâmica mais intimista e pessoal. A oficina realizou-se no auditório do CIM, o qual foi decorado com elementos das oficinas anteriores, enriquecendo cenicamente o espaço e convocando a dimensão da memória e afetividade das produções artísticas das crianças que até então participaram nas três oficinas realizadas.
 
A orientadora da oficina propôs o tema da água como base de uma (também) conversa e exploração física, vocal e imagética deste 'elemento ligante' no planeta e seus habitantes.
 
A performance criada foi apresentada como história, narrada pela orientadora e interpretada pelas crianças.
 
As crianças e a orientadora da oficina, descontraídos no final da apresentação
 
 
Balanço pela organização:

Nesta 4ª sessão d'Os Dias da Terra participaram 6 adultos e 2 crianças - e uma equipa de 4 colaboradores voluntários. Os donativos foram diluídos no total de donativos do festival, os quais totalizaram 120 euros, tendo sido alocados a esta atividade (para cobertura de custos de produção), 24 euros.

Quanto a nós, o balanço desta 3ª sessão perpassa alguma surpresa no reduzido número de participantes, não só face ao número de pré-inscritos como à dimensão maior do festival (mas, de facto, sábado teve uma manhã chuvosa que 'retraiu' o público de vir até ao CIM). Todavia, relativamente ao tema da sessão e 'inputs' da conversa, registou-se uma enorme envolvência e qualidade de perspetivas alocadas pelos participantes.
 
 
Pedido de comentários:
 
De forma a enriquecer este balanço, agradecíamos agora que nos fizessem chegar as vossas opiniões, ideias, sentimentos, respondendo aos tópicos que vos fizerem sentido (usando a secção de comentários no final do post):
  1. Aspectos positivos:
  2. Aspectos que podiam ser melhorados:
  3. Escolha dos textos:
  4. Tema da oficina:
  5. Comentários adicionais e/ou sugestões:
Estas respostas são importantes para o nosso balanço final e planeamento das próximas sessões deste ciclo.
 
Gratos pela vossa participação,
Nos caminhos da transformação,
 
Álvaro Fonseca, Rita Fouto e Cláudia Freches 
 

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O CICLO:
Saiba mais sobre este ciclo, como e porque surgiu, quais os objetivos, balanços das sessões anteriores e datas e temas das próximas sessões, aqui.
 

quarta-feira, 14 de março de 2018

(Os Dias da Terra #3) 24.Mar no CIM - A Biologia não é um Bicho-de-Sete-Cabeças

 


OS DIAS DA TERRA iniciaram no sábado 27 de janeiro no CIM (Centro de Interpretação de Monsanto), bem no coração do Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa.
 
Partindo de uma ideia de Álvaro Fonseca, a que se juntou a FAREDUCA e a CML (e vários parceiros), propusémo-nos respirar o verde, comungando deste ciclo formativo e vivencial (certificado pelas entidades organizadoras) dedicado ao bem-estar e à sustentabilidade - e dirigido aos colaboradores e públicos das entidades envolvidas, profissionais das diferentes áreas e público geral/ famílias, com propostas para todas as faixas etárias.

OS DIAS DA TERRA realizam-se de janeiro a junho de 2018, mensalmente, a um sábado, consistindo em conversas participativas para jovens e adultos e oficinas criativas para crianças, incluindo ainda um almoço de convívio entre todos, tarde de 'networking' (para o EARTHfest'2018) e fruição em bem-estar (com uma aula 'Yoga, Vida e Natureza' para crianças e adultos, com a FPY). Uma proposta irrecusável para um dia em cheio (e em comunidade), gratuita (exceto o almoço) mas de inscrição obrigatória (podendo participar em apenas algumas atividades).



 

 Dia # 3
A Biologia não é um Bicho-de-Sete-Cabeças


PROGRAMA:
 
10h - Receção aos participantes
 
10h30 - Conversa participativa "A Biologia não é um Bicho-de-Sete-Cabeças”
para jovens e adultos
Conversas participativas (formato 'world café'), com Álvaro Fonseca e Mariana Mantas.
 
10h30 - Oficina Criativa "Sou um Bicho-de-Sete-Cabeças" para crianças dos 6 aos 12 anos
Oficina de co-criação plástica a partir de diferentes materiais, com Florbela Santos, Rita Fouto e Cláudia Freches.
 
12h30 - Momento coletivo
Apresentação dos trabalhos produzidos pelas crianças na oficina criativa.
 
13h30 - Almoço Vegetariano
Opcional, inscrição obrigatória, custo de 8 €/ 4 € crianças, menu: sopa/ salada + prato + bebida quente.
Por Salsa em Festa/ Irene Altieri.
 
15h30 - Sessão de preparação do EARTHfest'2018
Programa, atividades e parcerias.
Com as entidades organizadoras e parceiras. Aberta ao público em geral.
 
15h30 - Aula de Yoga com a Federação Portuguesa de Yoga
Aula para adultos e aula para crianças.
 
17h00 - Fim da atividade


 
Balanço e pedido de comentários:


Na manhã do dia 24 Março decorreram no CIM as atividades planeadas:

- A conversa participativa a partir do tema ‘A biologia não é um bicho-de-sete-cabeças’, que adoptou um formato inspirado na metodologia ‘world café’ e teve a participação de 10 pessoas (para além dos facilitadores);

- A oficina criativa de elaboração de ‘bichos-de-sete-cabeças’ a partir de diferentes materiais, que teve a participação de 9 crianças, para além das facilitadoras; e

- O momento coletivo de apresentação dos trabalhos feitos pelas crianças.


Síntese da conversa participativa:

Os participantes na conversa participativa dividiram-se por duas mesas, que trabalharam dois dos temas propostos a partir de duas perguntas: ‘Conservação da natureza: sim ou não?’ (tema 1), facilitada 
por Mariana Mantas; e ‘O homem (ainda) é natural?’ (tema 2), facilitada por Álvaro Fonseca.

As conversas decorreram separadamente durante cerca de uma hora e foram estimuladas pelo visionamento de vídeos curtos:


 - Tema 1: ‘Silent Forest Campaign’:
https://youtu.be/Qmwmxg7Q5hQ; ‘De depredadores a heroes’: https://drive.google.com/file/d/1j-cpAnBJy-YAeKobttN9tc1d8dBLJbmy/view; e

 - Tema 2: ‘Mãe-Natureza’ (da série 'Nature is speaking': https://www.conservation.org/nature-is-speaking/): https://www.conservation.org/nature-is-speaking/Pages/portuguese.aspx?ytVideoId=Uq6brcVVh6Y&autoplay=true; ‘We miss you’: http://www.wemissyou.de/

Na parte final, um relator de cada mesa (Rui Dinis, tema 1; Francisco Pinheiro, tema 2) apresentou a todos os participantes um resumo dos trabalhos e das principais ideias que emergiram durante as conversas.

 As fotos abaixo ilustram os apontamentos registados durante as conversas nas folhas disponíveis nas mesas:

 





Em relação ao tema 1, a partir da pergunta inicial surgiram duas perguntas adicionais que serviram de mote à discussão que teve lugar: se o Homem terá uma visão sistémica e se deverá intervir e como. A partir dos vídeos e da discussão que se gerou parece ter sido consensual que existem múltiplas formas de actuar que podem ser válidas, desde preservar espécies individuais a preservar habitats ou ecossistemas. O que parece ser mais importante é encontrar um equilíbrio sensato entre a sustentabilidade e a exequibilidade das medidas a tomar, não se deixando levar pela manipulação ou pelo ‘lavar de consciências’.
 
 
 
 
Na discussão do tema 2, surgiram vários tópicos. A dificuldade em decidir o que é ou não natural na actividade humana; as diferentes perspectivas históricas e culturais sobre a natureza que levaram a diferentes atitudes ao longo do tempo e em diferentes culturas; a dificuldade em conciliar a nossa fragilidade e o instinto de sobrevivência com a tendência para deixar obra/marcas e as pulsões egoístas e destruidoras; a importância de mudar o paradigma do dominador e explorador da natureza, para um paradigma de cuidador e de co-habitante. 
 



Entre os aspectos comuns aos dois temas, destacamos:
 
- Por um lado, a ideia de que os seres humanos têm um impacto determinante nos sistemas naturais e podem desempenhar um papel importante na sua gestão, mas que essa intervenção depende duma visão sistémica que nem sempre está presente. Aquele papel está também dependente duma noção clara de que fazemos parte da natureza, embora não seja muitas vezes evidente nem consensual qual a diferença entre o que é ‘natural’ e o que é ‘artificial’; e
 
- Por outro lado, embora seja desejável que a biologia não seja um ‘bicho-de-sete-cabeças’, ficou muito clara em ambos os temas a dificuldade em conseguir tomar decisões e ter uma posição definitiva em questões de grande complexidade e delicadeza. Ficou também muito evidente para todos a importância de envolver as pessoas na discussão destes temas para os tornar mais visíveis para toda a sociedade que deve tomar um papel mais activo, quer nos debates, quer nas tomadas de decisão. A visão ecossistémica, que era um dos temas centrais do filme ‘Mindwalk’ que serviu de inspiração à sessão anterior (24 Fev), irá aliás surgir novamente na próxima sessão do dia 21 Abril, que terá como tema ‘Está tudo ligado’.

 
Síntese da Oficina Criativa:
 
Os participantes da oficina iniciaram a atividade com um passeio na zona exterior do CIM, observando plantas e animais presentes na biodiversidade do centro e do parque florestal de monsanto. A partir dessa observação, foram convidados, já no espaço interior do CIM (sala de ateliers), a identificar esses (e outros) espécimes da biologia local, fazendo corresponder sombras a figuras de plantas e animais (entre os quais o famoso esquilo, imagem de marca do Parque) num painel identificativo. Falou-se então, e a propósito, do que era a biologia e se ela era (ou não) um 'bicho-de-sete-cabeças'. Para alguns já não; para outros, ainda um bocadinho.



Os participantes foram, então, desafiados a iniciar a sua construção criativa de 'bichos-de-sete-cabeças', a partir de diversos materiais disponíveis: paus, pinhas, plantas secas; e rolos e embalagens de papel-cartão; sendo estes montáveis por cola, fios, tachas; e decoráveis com lápis de cor, de cera, canetas de feltro e tintas de água.


 
No final, os bichos-de-sete-cabeça foram apresentados aos adultos, sendo que cada 'artista-criador' explicou que bicho era aquele, como se chamava e que hábitos/ comportamentos tinha. Alguns bem surpreendentes, todos muito curiosos e vivos.
 


Os adultos congratularam as crianças e jovens pelas suas criações - e todos celebraram o fecho de mais um d'Os Dias da Terra, na convicção de que a biologia ali se aproximou um pouco mais de cada um, como algo belo e que vale a pena descobrir (e preservar) - pois afinal é fácil dialogar com os 'bichos-de-sete-cabeças'... que trazemos dentro.

Balanço pela organização:

Nesta 3ª sessão d'Os Dias da Terra participaram 10 adultos e 9 crianças - e uma equipa de 5 colaboradores voluntários. Foram recebidos 44 € de donativos e gastos 46 € na cobertura de despesas.
 
Quanto a nós, o balanço desta 3ª sessão foi especialmente positivo, na tranquilidade com que as atividades decorreram e no profícuo resultado das duas respetivas dinâmicas. Faltará ainda, quem sabe, adicionar a apresentação das conclusões das conversas participativas aos participantes da oficina - numa linguagem simples, clara, assessível, alargando ainda mais o diálogo intergeracional desta iniciativa.


Pedido de envio de fotos:

Solicitamos a quem tenha tirado fotografias das atividades o seu envio por e-mail para fareduca.diasdaterra@gmail.com, de modo a poderem ser partilhadas neste post, no qual disponibilizamos algumas das fotos que fizémos.


Pedido de comentários:

Agradecemos a todos os que participaram o envio de opiniões, ideias, sentimentos, respondendo aos tópicos que vos fizerem sentido (usando a secção de comentários no final do post):

1. Aspectos positivos:
2. Aspectos que podiam ser melhorados:
3. Escolha dos textos:
4. Tema da oficina:
5. Comentários adicionais e/ou sugestões: 

As suas respostas são importantes para o planeamento das próximas sessões deste ciclo.

Gratos pelo vosso envolvimento e participação,

Saudações cordiais,


Álvaro Fonseca, Rita Fouto, Cláudia Freches