segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

(Comunidade #1) Como foi

O primeiro encontro em Comunidade (20 de janeiro de 2018, em Água Formosa) deu-se entre a manhã de trabalho voluntário nas hortas da aldeia, almoço de convívio (e retempero de forças) na Casa da Junta de Freguesia de Vila de Rei e tarde de conversa junto ao forno comunitário da aldeia.
 
A aldeia
 
 
Água Formosa é uma aldeia maravilhosa, uma aldeia de xisto estacada ao coração da terra, em amoroso jorro de vida.
 
A aldeia entalha-se em declive na encosta até ao rio, sendo que deve o seu nome a uma fonte de água puríssima - e sendo também que se localiza a 10 km do marco geodésico que assinala o centro do território continental.
 
 
A entrada pela ponte convida-nos a conhecer a aldeia, cujas casas e ruas estão muito bem cuidadas, mercê do esforço e dedicação dos seus habitantes e da freguesia de Vila de Rei.
 
 
Entre estes, não há como não referir a família que dinamiza o alojamento local de água formosa, congregando sete casas, sendo que foi lá que pernoitámos - e sendo que fomos muito, mas mesmo muito bem recebidos.
 
 
Nos terrenos férteis e planos do vale encontram-se as hortas da aldeia. Falamos das hortas atualmente cultivadas, porque há também as outras, as que ficaram adormecidas e esquecidas pelo tempo e manto da vegetação - e que o fogo veio desnudar.
 
 
Foram essas hortas que ajudámos a limpar, juntando-nos à iniciativa da Fazedores da Mudança.
 
 
 
 
 
A Fazedores da Mudança
 
A Fazedores da Mudança é uma associação de pessoas que se reconhecem num profundo sentido de serviço a uma "era da união"e tempo de transição em que vivemos - o qual urge facilitar. É nesse papel que a associação se assume, com projetos ao nível da saúde, bem-estar, auto-suficiência e equilíbrio, registo e divulgação de histórias e saberes e cooperação/ parcerias.
 
A Fazedores da Mudança uniu-se a Vila de Rei no propósito de afirmar a freguesia como um território de referência de co-responsabilidade para o bem-estar e a construção de um mundo melhor, mais generoso, justo, solidário e sustentado.


A Fazedores da Mudança e a Aldeia de Água Formosa

No âmbito dessa visão (e missão), a associação fixou-se na aldeia de Água Formosa, numa casa-ruína que lhe foi cedida, tendo iniciado projetos com a população, como a reconstrução do forno comunitário da aldeia, a recolha de lendas e histórias das gentes da aldeia e o cultivo de hortas em terrenos cedidas por gente da aldeia.
 
No seu conjunto, estas hortas, que antes abasteciam uma população de cerca de 300 habitantes (agora são apenas nove os habitantes permanentes), são um marco indelével, representando a capacidade produtiva da aldeia e a autosuficiência alimentar das famílias.
 
Com o êxodo da população, as hortas foram abandonadas e "engolidas" pela vegetação. Agora, o fogo pôs a nú esse património, que se pretende revivificar e bem assim, com ele, a comunidade.
 
O passo seguinte será a recuperação da casa gerida pela Associação, cujo propósito de missão é "acolher o silêncio" - e devolver, a cada membro que o visita, a paz, equilíbrio e bem-estar necessários à continuação do seu trabalho de serviço à mudança.
 
Tornar-se sócio e/ou contribuir financeiramente são formas de ajudar a Fazedores da Mudança a levar a cabo a sua missão, objetivos e projetos - nomeadamente este último, que representará um maior esforço, mas também maior impacto. Saiba mais aqui.
 
 
Estar e Viver em Comunidade - o início de uma conversa...
 
Na conversa que se proporcionou pós-almoço falou-se sobre "comunidade".
 
«O que é isso de Estar e Viver em comunidade?»
 
Alguns aspetos já se encontram reportados neste post, traduzindo a visão e ação concreta da Fazedores da Mudança. Outros ficaram "perdidos" por circunstâncias várias e não serão passíveis de reporte. Somando o que foi falado e discutido com aquilo que esta iniciativa toma já de referência, poder-se-á sintetizar o seguinte:

 Ambicionando um conceito de comunidade alicerçado em objetivos e preocupações de sustentabilidade (económica, ecológica e sociocultural), três aspetos essenciais emergem:
 
1 - O projeto de Comunidade necessariamente implica uma base física, territorial (um espaço/ área concreto) e assim ir interagir e integrar-se na comunidade local já existente, apreendendo e (se possível registando) as histórias, saberes e costumes locais; introduzindo (com sabedoria e quando necessário) novos conhecimentos, utensílios e práticas (de base tecnológica ou outras) e fazendo surgir, nesse cruzamento, inovações "inteligentes" (simples, acessíveis e fáceis de criar/ reproduzir);

2 - A base de desenvolvimento da comunidade deverá ser a sua auto-suficiência alimentar; por isso, a comunidade tem que ter terra e pessoas para desenvolver a atividade agrícola, em horta, pomar e (desejavelmente) animais; e agroflorestal numa zona tampão regenerativa, de fixação e enriquecimento do solo, ensombramento e amenização (vento e outros fatores climáticos), proteção/ estímulo ao ecossistema e à biodiversidade e produção de oxigénio;

3 - O cerne do sucesso da comunidade estará na qualidade das relações humanas e na confiança entre todos. Mecanismos para uma comunicação mais efetiva, verdadeira, não violenta, assente no silêncio, no esvaziamento (mindfullness), na atenção plena, na vivência prática de uma maior espiritualidade (em oposição à materialidade), em momentos/ rituais coletivos de silêncio, dádiva, dança, canto, leitura, conversa e expressão livre e criativa serão essenciais. Alegria, bem-estar e diálogo sempre.
 
Muitas questões ficaram no ar e esta não é uma conversa acabada, antes pelo contrário, inicia aqui e agora, de modo mais formal, por via deste "Comunidade - projeto (em) partilha".
 
Para saber mais clique aqui. Ou contacte-nos.

 

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

(Os Dias da Terra #2) 24.Fev no CIM - Ciência e Sociedade

 
 
OS DIAS DA TERRA iniciaram no sábado 27 de janeiro, no CIM (Centro de Interpretação de Monsanto), bem no coração do Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa.
 
Partindo de uma ideia de Álvaro Fonseca, a que se junta a FAREDUCA e a CML (e vários parceiros), propomo-nos respirar o verde, comungando deste ciclo formativo e vivencial (certificado pelas entidades organizadoras) dedicado ao bem-estar e à sustentabilidade - e dirigido aos colaboradores e públicos das entidades envolvidas, profissionais das diferentes áreas e público geral/ famílias, com propostas para todas as faixas etárias.
 
Manhã de conversa para jovens e adultos e oficina para crianças, almoço de convívio entre todos, tarde de 'networking' (para o EARTHfest'2018) e fruição em bem-estar (com uma aula 'Yoga, Vida e Natureza' para crianças e adultos, com a FPY), eis uma proposta irrecusável para um dia em cheio (e em comunidade), gratuita mas de inscrição obrigatória.
 
 
 
Dia # 2
Ciência e Sociedade 

PROGRAMA:
 
10h - Receção aos participantes
 
10h30 - Conversa participativa "Ciência e Sociedade” para jovens e adultos
Conversa-debate a partir do visionamento de excertos do filme ‘Mindwalk’/ ’Tempo de Mutação’.
Com Álvaro Fonseca e Rita Fouto. 
 
10h30 - Oficina Criativa "Abrimos o Mundo?" para crianças dos 6 aos 12 anos
Oficina de co-criação teatral a partir da pergunta.
Com a formadora Inês Fouto (CENAS Teatro e Companhia) e apoio de Cláudia Freches e Patrícia Herdeiro.
 
12h30 - Momento coletivo
Apresentação da proposta teatral co-criada pelas crianças na oficina criativa.
 
13h30 - Almoço Vegetariano
Opcional, inscrição obrigatória, custo de 8 €/ 4 € crianças, menu: sopa/ salada + prato + bebida quente.
Por Salsa em Festa/ Irene. 
 
15h30 - Sessão de 'networking' do EARTHfest'2018
Com as entidades organizadoras e parceiras. Aberta ao público em geral.
 
15h30 - Aula de Yoga com a Federação Portuguesa de Yoga
Aula para adultos e aula para crianças.
 
17h00 - Fim da atividade
 
 
Balanço e Pedido de Comentários
 
 

Na manhã do dia 24 de fevereiro, decorreram no CIM as actividades planeadas:

- A conversa participativa a partir do visionamento de excertos do filme ‘Mindwalk’*, com a participação de cerca de 15 pessoas (para além dos facilitadores);

- A oficina criativa, que teve a participação de cerca de 5 crianças, para além das facilitadoras;

- O momento colectivo de apresentação das marionetas de cartão reciclado, feitas pelas crianças com a ajuda da Inês Fouto da CENAS.

 * Link do filme:
http://www.youtube.com/watch?v=7tVsIZSpOdI (111 min.; legendado em português)

 
Síntese da Conversa Participativa:

Listamos alguns dos assuntos ou tópicos que emergiram durante a conversa:

- Dificuldade em conciliar a visão cartesiana-mecanicista do mundo e a complexidade da realidade;

- Constatação da forma como o sistema político e económico foram marcados pela visão mecanicista (p.ex. economia de mercado);

- Contraste entre visão da ciência e visão religiosa como vias de controlar o destino humano;

- A importância de ligar as componentes emocional e espiritual à racional (não se limitar ao ‘penso, logo existo’) nos processos de cognição e de auto-conhecimento;

- Importância da educação e das diferentes formas de conhecimento em visões integrativas: aspectos quantitativos e qualitativos; processos analíticos e intuição;
 
- Necessidade de se colocar dentro da realidade que se quer compreender; papel da arte que integra consciência e sensibilidade;

- A separação entre cabeça/ mente e corpo levou a perda de sensibilidade e desumanização (cabeça não sente);

- A dessensibilização do corpo conduz a bloqueios irracionais que impedem a visão integral; promover uma guerrilha amorosa e uma activação sensível;

- ‘Pensar (a realidade) é contra-natura’; integrar pensamento reflexivo e corpo;

- Poder que advém do conhecimento é usurpado por corporações (p.ex. farmacêuticas) e por interesses militares;

- Lugar da ética na ciência - necessidade de fazer perguntas: como se faz e para que se faz ciência?;
 
- Contributo da ciência: partilhar conhecimento científico com a sociedade para ajudar nas tomadas de decisão (cidadãos e políticos);

- Perigo de desligar o conhecimento da acção (p.ex. nas questões ambientais);

- A atenção aos bens comuns e a consciência da integralidade da Terra poderiam ser uma alternativa à dicotomia entre ‘bem’ e ‘mal’;

- Como equilibrar liberdade/autonomia e responsabilidade na tomada de decisão?;

- Evitar transformar as soluções em problemas; entender que as necessidades são finitas (ao contrário da visão económica convencional);

- Ciência: importância de entender que existem limites (éticos e sociais);

- A criatividade (artística, científica) não deve ter limites?

Tal como na 1ª sessão, voltaram a surgir as questões da ligação íntima entre 'conhecer' e 'cuidar' - e da importância de integrar as diferentes formas de conhecimento: racional, sensorial e emocional. Salientamos ainda dois aspectos que surgiram nesta sessão: as dificuldades e complexidade inerentes às tomadas de decisão políticas e a questão de que quanto maior é o conhecimento, maior deve ser a responsabilidade.


Síntese da Oficina Criativa:



Na oficina criativa "Abrimos o Mundo?" as crianças 'desbravaram' a história "O Tempo do Gigante", primeiro apurando os sentidos frente ao texto e ilustrações, depois apropriando-se da história com um teatro de marionetas (Gigantes). As marionetas, construídas a partir de embalagens de cartão, pintadas e articuladas por meio de tachas e fios, foram vivamente animadas pelas crianças na (sua, nova) história. Esta, transmite uma doce e bela mensagem: a do tempo das coisas (causas) gigantes, feito de pequenos (grandes) acontecimentos. As marionetas gigantes despediram-se animando um excerto do poema "O Guardador de Rebanhos" (de Alberto Caeiro), lido por um dos participantes da oficina. Abrimos o mundo? Definitivamente sim. Mas muito devagar.


Balanço pela organização:

Nesta 2ª sessão d'Os Dias da Terra participaram 15 adultos e 5 crianças - e uma equipa de 5 colaboradores voluntários. Foram recebidos 50 € de donativos e gastos 44 € na cobertura de despesas.
 
Quanto a nós, o balanço desta 2ª sessão foi, mais uma vez, positivo, não só pela diversidade de perspetivas, disponibilidade e entusiasmo dos participantes da conversa, como pelo empenho, imaginação e criatividade dos dinamizadores e participantes da oficina. Também as atividades de extensão do programa se revelam muito positivas, com o momento de almoço a proporcionar o convívio entre todos, lançando pontes de intercâmbio e parceria, nomeadamente ao nível da organização do EARTHfest; e as atividades de yoga (pela FPY) e passeio pedestre (pela equipa do CIM) a fechar o dia com práticas de bem-estar e contacto com a natureza.

Relativamente à comparência dos inscritos, registámos 16 casos de não-comparência sem aviso, o que impediu libertar vagas e outros ajustes logísticos. Apelamos a todos para que, em caso de impossibilidade de comparência futura, avisem sempre a organização.
 

Pedido de envio de fotos:
 
Solicitamos, a quem tenha tirado fotografias de alguns momentos das atividades, que no-las envie por e-mail (para fareduca.diasdaterra@gmail.com), de modo a que as possamos partilhar neste post, onde disponibilizamos algumas das fotos que fizemos.

Pedido de envio de comentários:

Agradecemos que nos envie as suas opiniões, ideias, sentimentos, respondendo aos tópicos que vos fizerem sentido (usando a secção de comentários no final do post):

1. Aspectos positivos:
2. Aspectos que podiam ser melhorados:
3. Escolha dos textos:
4. Tema da oficina:
5. Comentários adicionais e/ou sugestões:



As suas respostas são importantes para o planeamento das próximas sessões deste ciclo.


Saudações cordiais,

Álvaro Fonseca, Rita Fouto, Cláudia Freches 



Para participar nas próximas sessões do Ciclo, inscreva-se através do formulário disponível aqui, se não o fez já.


Para mais informações sobre o Ciclo, aceda aqui.



(Comunidade #2) 17.Fev em Bucelas



 

INFORMAÇÕES GERAIS

 O 2º encontro de partilha e(m) comunidade é já no próximo sábado 17 de fevereiro e realizar-se-á na Quinta do Boição do Meio em Bucelas, em parceria com a Associação Subud de Portugal (ASP).

Neste dia iremos realizar uma manhã de trabalho voluntário de ajuda à limpeza do espaço exterior da quinta, contribuindo para o projeto do Centro Subud de Bucelas e aproveitando para o ficar a conhecer melhor e aos seus atuais anfitriões Maria Duarte e Lucas Almeida.

Segue-se um almoço convívio e uma tarde de conversa sobre "o que é isto de ser (e viver) em comunidade".


PROGRAMA

9:30 a 10:00 - Chegada e Briefing

10:00 a 13:00 - Trabalho Voluntário na Quinta (espaço exterior do Centro)

Importante trazer:
  • Roupa confortável
  • Água
  • Luvas e Ferramentas (para maximizar os trabalhos, existindo poucas no Centro)

13:30 a 15:00 - Almoço

Nota: de forma a rentabilizar os trabalhos da manhã, pedimos à Maria Duarte (excelente cozinheira) que nos confecionasse um menu vegetariano, ao que acedeu. Embora não revelando o menu (será surpresa :), sabemos que este irá incluir:
  • Sopa
  • Prato
  • Salada
  • Fruta da época
  • Bebida quente (chá)
Preço adulto: 8 € | Preço criança (até 12 anos): 4 €  Reserva obrigatória, confirmação até 14.Fev

15:00 a 18:00 - Conversa

A conversa irá incluir:
  • Uma síntese da conversa de Água Formosa (20.Jan);
  • A apresentação do projeto do Centro Subud de Bucelas e experiência da ASP com esta comunidade Subud; e
  • A continuação da reflexão/ debate em curso com este ciclo e com os contributos dos participantes.


ALOJAMENTO

Na opção de ida na véspera (sexta-feira, 16 de fevereiro) e/ou prolongamento da estadia até domingo, poderão pernoitar na Albergaria do Centro.

Para saber mais informações agradecemos o contacto direto com a Maria Duarte (mariaduarte.mindbody@gmail.com, tmv 918687187).



INSCRIÇÃO/ CONFIRMAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO E PRESENÇA:

Por questões logísticas e de organização, pedimos a confirmação da vossa participação e presença até 14.Fev para fareduca.geral@gmail.com ou tmv 969393039.


Para saber mais sobre o nosso projeto e(m) partilha COMUNIDADE, clique aqui.

Recomendamos vivamente a todos a participação nesta iniciativa, como excelente forma de, em família, entre amigos e em comunidade, ajudar, aprender, conhecer novos locais e pessoas, conversar/ discutir/ refletir em conjunto e lançar as bases deste nosso 'espaço' em Comunidade :)


sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

(OS DIAS DA TERRA #1) 27.Jan no CIM - Conhecer o Mundo, Sentir o Mundo

 
OS DIAS DA TERRA iniciaram no sábado 27 de janeiro, no CIM (Centro de Interpretação de Monsanto), bem no coração do Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa.
 
Partindo de uma ideia de Álvaro Fonseca, a que se junta a FAREDUCA e a CML (e vários parceiros), propomo-nos respirar o verde, comungando deste ciclo formativo e vivencial (certificado pelas entidades organizadoras) dedicado ao bem-estar e à sustentabilidade - e dirigido aos colaboradores e públicos das entidades envolvidas, profissionais das diferentes áreas e público geral/ famílias, com propostas para todas as faixas etárias.
 
Manhã de conversa para jovens e adultos e oficina para crianças, almoço de convívio entre todos, tarde de 'networking' (para o EARTHfest'2018) e fruição em bem-estar (com um percurso pedestre no Parque e uma aula 'Yoga, Vida e Natureza' para crianças e adultos, com a FPY), eis uma proposta irrecusável para um dia em cheio (e em comunidade), gratuita mas de inscrição obrigatória.
 


 
Dia # 1

Conhecer o Mundo, Sentir o Mundo 

PROGRAMA:



10h - Receção aos participantes
 
10h30 - Conversa participativa "Conhecer o Mundo, Sentir o Mundo” para jovens e adultos
Conversa informal a partir da leitura de textos curtos de Mia Couto e Manuel Zimbro.
Com Álvaro Fonseca e Rita Fouto. 
 
10h30 - Oficina Criativa "Sementes que voam (ou não)" para crianças

Oficina de observação de sementes e construção de móbiles de "sementes voadoras".
Com Cláudia Freches e Patrícia Herdeiro.
 
12h30 - Momento coletivo
Apresentação dos mobiles realizados pelas crianças na oficina criativa 
 
13h30 - Almoço Vegetariano
Opcional, inscrição obrigatória, custo de 8 €/ 4 € crianças, menu: sopa/ salada + prato + bebida quente.
Por Salsa em Festa/ Joana Gil Nave e Irene. 
 
14h30 - Caminhos Centenários
Atividade promovida pela CML e sugerida em complemento à programação.
Percurso pedestre guiado, com ponto de encontro no CIM.
 
15h30 - Sessão de 'networking' do EARTHfest'2018
Com as entidades organizadoras e parceiras. Aberta ao público em geral.
 
15h30 - Aula de Yoga com a Federação Portuguesa de Yoga
Aula para adultos e aula para crianças.
 
17h00 - Fim da atividade
  

Balanço e Pedido de Comentários
 
 
Na manhã do dia 27 de Janeiro decorreram no CIM as atividades planeadas: 

- A conversa a partir dos textos de Mia Couto e Manuel Zimbro, com a participação de cerca de 24 pessoas (para além dos dois facilitadores);

 
- A oficina criativa, que teve a participação de cerca de 10 crianças, para além das duas facilitadoras;
 
- O momento colectivo de apresentação dos móbiles feitos pelas crianças, acompanhada da leitura de excertos do texto de Manuel Zimbro.
 
 
Listamos alguns dos assuntos ou tópicos que emergiram durante a conversa:
 
- Questionar caminhos que estão a ser feitos (p.ex. ‘Desenvolvimento Sustentável’): conduzem a mudança ou desperdiçam energias?
 
- Como promover a acção para a mudança para além dos discursos e do pensamento?
 
- Como confrontar as estruturas de poder e as instituições que resistem à mudança?
 
- Necessidade de contrariar o afastamento em relação à Natureza para refazer ligações e promover o ‘respeito’ e o cuidado;
 
- Cultivar o espírito crítico para estar desperto e promover outras formas de fazer;
 
- Evitar criar problemas em vez de estar constantemente a tentar solucioná-los;
 
- Repensar o que quer dizer ‘natural’ ou ‘selvagem’, o lugar dos humanos na natureza e o seu papel na gestão da sustentabilidade;
 
- Quais os papéis do conhecimento, da aprendizagem, da razão na procura de caminhos para a mudança?
 
- Como promover o encontro e a inclusão das diferentes pessoas e da diversidade de níveis de consciência?
 
- Como lidar com o cansaço que resulta da necessidade constante de fazer escolhas?
 
- Importância de alargar as acções de educação ambiental a adultos e profissionais de diferentes áreas (para além dos jovens);
 
- Questionar o papel da ciência e do conhecimento como instrumentos de poder e/ou de responsabilidade nas tomadas de decisão;
 
- Como articular visões globais e sistémicas com a tendência actual para a especialização?
 
- Como lidar com os condicionamentos culturais e sociais?
 
- Vamos salvar o mundo de quem? De nós próprios? Vamos mudar o mundo ou destruí-lo?
 
- Importância da colaboração, da responsabilidade e da humildade perante as incertezas e os desafios dos processos de mudança;
 
- Importância de dar atenção às decisões do quotidiano;
 
- Na escola dá-se ênfase às competências cognitivas mas existem lacunas nas competências de relacionamento;
 
- Promover métodos de aferir o bem-estar em vez dos habituais parâmetros económicos;
 
- Recuperar o papel social da vulnerabilidade e da confiança;
 
- Nos caminhos para a sustentabilidade o que é mais importante: a redução ou a resiliência?
 
 
Síntese da Oficina Criativa
 
 
 
Na oficina criativa "Sementes que Voam (ou não)" as crianças observaram diversos tipos de sementes, escolhendo as de sua eleição para a criação de mobiles, construídos com ramos apanhados in loco na floresta. A construção dos mobiles desafiou os participantes a encontrar o equilíbrio entre as sementes utilizadas, além de expressar as suas preferências estéticas na conjugação dos vários elementos presentes em cada mobile. No final da oficina, as crianças apresentaram os seus mobiles aos adultos, fechando com a leitura de um poema de Manuel Zimbro.
 
 
Balanço pela organização
 
Quanto a nós, o balanço desta 1ª sessão foi muito positivo, não só pela diversidade de motivações e percursos pessoais e profissionais dos intervenientes, como pela sua participação ativa nas actividades.
 
Os donativos recolhidos na sessão totalizaram 120,30 €, contribuindo para custear as despesas associadas à organização da sessão, totalizando 100 horas de trabalho pela equipa de quatro pessoas diretamente afetas às atividades (incluindo quatro reuniões presenciais e trabalho individual).
 
 
Apelamos a todos para que, nas próximas sessões, possam chegar antecipadamente, de modo a que seja possível iniciar as atividades à hora prevista.
 
Incentivamos também todos os que puderem e estiverem interessados a ficar para o almoço e participar na reunião de planeamento e co-construção do EarthFest 2018 (20-22 de Abril, http://earthfest2018.blogspot.pt/), que terá lugar pelas 15h.

Pedido de envio de fotos

Solicitamos a quem tenha tirado fotografias das atividades e queira partilhá-las que no-las envie por e-mail para fareduca.diasdaterra@gmail.com
, para serem publicadas aqui (sendo que também disponibilizaremos algumas das fotos que fizemos).

Pedido de envio de comentários

Agradecemos que nos enviem as vossas opiniões, ideias, sentimentos, respondendo, de entre os tópicos abaixo, aos que vos fizerem sentido, como comentário a este post. As respostas de todos são importantes para o planeamento das próximas sessões deste ciclo.

1. Aspetos positivos:
2. Aspetos que podiam ser melhorados:

3. Escolha dos textos:
4. Tema da oficina:
5. Comentários adicionais e/ou sugestões:

Para participar nas próximas sessões do Ciclo, inscreva-se através do formulário disponível aqui, se não o fez já.

Saudações cordiais,

Álvaro Fonseca, Rita Fouto, Cláudia Freches


Nota final: mais informações sobre o Ciclo estão disponíveis aqui.
 
 

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

(Comunidade #1) 20.Jan em Água Formosa



INFORMAÇÕES GERAIS

O 1º encontro de partilha e(m) comunidade é já no próximo sábado 20 de janeiro e realizar-se-á na aldeia de Água Formosa em Vila de Rei, em parceria com a Fazedores da Mudança.

A Fazedores da Mudança promove neste dia uma manhã de trabalho voluntário, de ajuda à limpeza das hortas, em que cada um pode, assim, contribuir para a recuperação das hortas da aldeia - e conhecer melhor este projeto.

 

PROGRAMA

De manhã, ajudaremos na limpeza das hortas (9h às 13h). Segue-se um almoço partilhado com os contributos de todos (13h às 14h30) e tarde de conversa sobre "o que é isto de ser (e viver) em comunidade" (14h30 às 17h30).


LOGÍSTICA

Como a iniciativa começa bem cedo (9h), uma boa opção será a ida na véspera (sexta-feira, 19 de janeiro) e pernoita no alojamento local da aldeia de Água Formosa (integrado na rede das Aldeias de Xisto). A estadia poderá ser prolongada, aproveitando-se o domingo para passear na região.

Alojamento Local de Água Formosa dispõe de sete casas entre as quais todos poderão ficar acomodados. O preço de referência é de 40 €/ quarto (duplo), podendo ser efetuados descontos e havendo condições especiais (claro) para famílias/ bebés e crianças.

Para mais informações e reservas, enviar um e-mail para aguaformosa@gmail.com ou contactar diretamente o responsável, Sr. Renato (tmv 919 275 993).

Nota: para outras opções de alojamento, clique aqui.


À CONVERSA

conversa da tarde decorrerá na zona comum da Casa do Forno. Discutiremos "o que é isso de ser (e viver) em comunidade", desde o conceito de comunidade, tipos de comunidades, bons princípios e práticas e ideais de comunidade que os participantes visionam para si, suas famílias e grupos comunitários.


Recomendamos vivamente a todos a participação nesta iniciativa, como excelente forma de, em família, entre amigos e em comunidade, ajudar, aprender, conhecer novos locais e pessoas, conversar/ discutir/ refletir em conjunto e lançar as bases deste nosso 'espaço' em Comunidade :)

Em prévia inspiração e 'sintonia', sugerimos a leitura do manifesto 'Quem Somos' da Fazedores da Mudança.


INSCRIÇÃO/ CONFIRMAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO E PRESENÇA:

Por questões logísticas e de organização, pedimos a confirmação de participação e presença por mail para fazedoresdamudanca@gmail.com, cc a fareduca.geral@gmail.com ou por sms para tmvs 917078777 e 969393039.


Para saber mais sobre o nosso projeto e(m) partilha COMUNIDADE, clique aqui.



quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Comunidade - Projeto e(m) Partilha


 Queremos construir comunidade. Um sentido de Comunidade. Um projeto de Comunidade. Há quem o queira bem na cidade, criativo, artístico, empresarial. Há quem o pense no campo, em plena comunhão e harmonia com a natureza, a calma a destapar o tempo...
 
 
 
(foto do almoço de ajudada na Finca | 05.10.2017 | Finca Equilibrium | Ecotrabalho)
 
Juntamo-nos a vários parceiros para, uma vez por mês, proporcionar um dia diferente, "fora", em comunidade. Há sempre um destino e quem nos recebe. Há sempre algo para fazer. Há o almoço e convívio, as conversas pós-repasto, o "simples" estar.
 
Pouco a pouco, levando e trazendo conversas a assentar, desafios por desbravar, chegamos ao verão com mais raízes e (quem sabe) uma comunidade a querer despontar!
 
Datas e Locais (e links aos respetivos posts de divulgação):
Como foi? (links aos respetivos posts de relato):
Estamos a realizar o último encontro previsto deste ciclo. Todavia, se deseja participar, associar-se como parceiro de acolhimento e/ou desenvolvimento futuro deste projeto, sugerir informação/ links, colocar alguma questão ou saber mais informações, não deixe de nos contactar.
 
 
LIGAÇÕES ÚTEIS PARA O CONHECIMENTO, O TRABALHO EM REDE E AS PARCERIAS:
 
Comunidades em Portugal:
 
Comunidades de Aprendizagem:
  • Cerejeiras - Comunidade de Aprendizagem (Penela, Coimbra)
  • Enraizar - Associação de Aprendiagem Comunitária (Mafra, Ericeira)
  • Florescer - Centro de Educação Global(Linda-a-Velha, Oeiras)
  • Kinoa - Comunidade de Partilha e Aprendizagem (Charneca da Caparica, Almada)
  • O Mundo Somos Nós - Projeto pela Liberdade, Respeito e Amor na Educação (Braga)
  • Raízes - Projeto de Educação Viva, Familiar e Ecopedagógica (Vale de Barris, Palmela)
 
Parceiros:
  • Agricultura e Vida - Associação para a Promoção da Agricultura Familiar e Biológica
  • BOA Colaborativa - Comunidade de Produção e Consumo Colaborativo e Consciente
  • Ecotrabalho - Formação e Consultoria em Permacultura e Agroecologia
  • Efeito Estufa - Formação e Consultoria em Energia, Carbono e Clima
  • Fazedores da Mudança - Mediação e Facilitação de Processos (e Projetos) de Mudança
 
Redes e Parcerias: